Posts de junho \29\UTC 2009

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E se a publicidade ‘morresse’?

29 de junho de 2009

E se a publicidade ‘morresse’? Iriam os jornais atrás?

Christopher Wink publicou no seu weblog oficial um texto que abre caminho à reflexão acerca da importância vital da publicidade nos média, fazendo a pertinente questão: E se a publicidade não estivesse apenas em recessão, mas a morrer?

O autor acredita na existência de outras alternativas para criar  lucro nos média em substituição à publicidade, tais como o apoio da própria comunidade em que o orgão se insira. Wink afirma mesmo que “a publicidade não pode ser rainha” e que não desiste dos seus projectos e das suas ideias só porque não conta com este patrocínio monetário.

Leia mais sobre o assunto em: http://christopherwink.wordpress.com/2009/06/18/what-if-advertising-wasnt-in-a-recession-but-dying/#more-3842

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É uma reflexão importante, cada vez mais nos dias de hoje. A publicidade sempre fez parte da indústria dos média, mas nunca fez parte da alma do jornalista nem do seu trabalho. É urgente encontrar novos caminhos, novas condições, novos meios; é necessário acabar-se com esta outra forma de censura, a publicidade não pode converter-se a entidade “proprietária” dos nossos orgãos de comunicação, isto se quisermos conviver com um jornalismo livre no futuro.

Bruno M. Ventura 

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Planificação de uma reportagem

25 de junho de 2009

 A notícia é a excelência do jornalismo, a reportagem é o jornalismo de excelência; há quem diga até que a verdadeira alma do jornalista está na reportagem. Mas, como se planifica um trabalho de reportagem? Passo a citar alguns excertos dos textos de Orlando César, sobre  planificação de reportagem:

Tema: Delimitação do objecto.

PLANEAMENTO DA PESQUISA:

Pesquisa: Onde vai obter informação sobre o tema, saber o que sobre ele já foi escrito e investigar para que a abordagem seja nova e criativa.
Background: Que conhecimento básico (de contexto) pretende utilizar.
Trabalho de campo: Que trabalho desenvolverá no terreno e com que roteiro.
Fontes a contactar: Quais as fontes de informação (fontes documentais consultadas e fontes que pretende contactar)
Testemunhos: Junto de quem pretende obter depoimentos
Entrevistas: Quais as pessoas, entre as diferentes fontes, que pretende entrevistar.
Ângulo de abordagem e foco: Em que perspectiva é que vai abordar o tema e qual é o referente principal da peça, o foco.
Lista de contactos: Nomes, telefones, endereços.
Fotografias e outras ilustrações: Que fotos de quem e de quê, outras ilustrações, quadros e gráficos podem acompanhar a reportagem.

PLANEAMENTO DA ESCRITA:

Abertura: Como vai iniciar a reportagem
Modulação do ritmo: O propósito e previsível encadeamento dos assuntos na narrativa, de forma a criar picos de interesse ao longo do texto.
Remate: Como vai ou como prevê que vá finalizar o seu texto, qual o final, qual  a resposta que pretende obter.
Fotos: Anexar fotos
Legendas: Escrever as respectivas legendas
 
Bruno M. Ventura
Fonte: Textos de Técnicas de escrita jornalística de ORLANDO CÉSAR 2009 CENJOR
 

 

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Irão: Aberto o caminho para a liberdade de informação

23 de junho de 2009

A empresa norte-americana Google Inc. anunciou hoje uma ferramenta que traduz o conteúdo online do inglês para farsi, a língua predominante no irão, para facilitar o acesso à informação ao mundo.

A Google sublinhou que pretende deste modo “melhorar o acesso à informação” na sequência das eleições iranianas no passado dia 12, consideradas fraudulentas, originando assim consequentes protestos contra o segundo mandato dado ao ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad.

A empresa  já se encontrava a desenvolver este projecto, mas teve em conta “a situação que decorre no Irão” e acelerou o lançamento da ferramenta, afirmou o chefe da equipa de cientistas da Google, Franz Och, que lidera os projectos da ferramenta de traduções, numa entrevista à Reuters.

Agora, através do motor de busca Google, tornou-se possível traduzir de inglês para farsi, blogues, notícias de edições online de órgãos de comunicação social e todo tipo de mensagens textuais.
Desde ontem à noite, a empresa Facebook Inc. também passou a disponibilizar a sua rede social em farsi. A empresa informou, no seu blogue oficial, que mais de 400 pessoas que falam o dialecto já submeteram milhares de traduções individuais para a sua rede.

Com os jornalistas proibidos pelas autoridades iranianas de cobrirem as manifestações nas ruas, as ferramentas tecnológicas de comunicação tornaram-se instrumentos vitais para manter as pessoas informadas tanto dentro como fora do Irão. Tais iniciativas vêm sublinhar a importância da Web para a liberdade de informação como um bem imprescindível. 

O farsi passa a ser a 42ª língua disponível na ferramenta de tradução automática do Google.

 

Fonte (Agência Reuters): http://www.reuters.com/article/rbssITServicesConsulting/idUSN1839841320090619

Bruno M. Ventura

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Dicas de escrita jornalística

19 de junho de 2009

Marvin Block,  dá alguns conselhos sobre escrita jornalística; passo a citar alguns daqueles que acho mais importantes:

  • Começe com força. Um texto bem iniciado, está metade bem feito.

  • Leia e compreenda a cópia da sua fonte.

  • Sublinhe ou marque com círculos os factos chave. 

  • Pense. Não escreva já. Pense.

  • Tenha a coragem de escrever de uma forma simples

  • Conduza-se a partir da regra S-V-O: sujeito–verbo–objecto.

  • Limite uma frase para uma ideia.

  • Utilize frases curtas e palavras curtas

  • Use palavras familiares e combinações familiares~

  • Dê vida ao seu texto: use voz activa e verbos de acção

  • Não começe com uma citação ou com uma pergunta

  • Use contradiçõess. COM CUIDADO. 

  • Evite o ”eu”, “nós”, “nosso”, “aqui”, “para cima”, ”para baixo” 

  • Omita as palavras desnecessárias. (será toda a palavra necessária?)

  • Não ‘papagueie’ a sua fonte.

  • Não levante perguntas para as quais não encontra resposta.

  • Reze e dê brilho ao seu curriculum vitae

Leia mais sobre Marvin Block em: www.marvinblock.com

 

(tradução de Bruno M. Ventura)

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A importância dos Links para os Média no futuro

17 de junho de 2009

«Do what you do best and link out to the rest.» (WINK, Christopher)

Esta frase de Christopher Wink diz-nos tudo ou quase tudo o que precisamos de saber acerca da utilidade do link para os média da web. Tratar com o máximo de rigor a história que se pretende e depois linkar para uma multiplicidade de fontes que mostrem semelhantes perspectivas e até mesmo opostas. Não basta produzir-mos a nossa própria multimédia; é importante utilizarmos todos os nossos ‘trunfos’ mas deixar explícito um fio condutor para outras fontes que se debruçem sobre o mesmo assunto.  É a melhor forma de informar na web e de dar corpo ao dito Jornalismo 360º, onde não se conhece delimitação física.

Link: ttp://christopherwink.wordpress.com/2009/06/09/what-links-should-mean-to-news-media-in-the-future/ 

Bruno M. Ventura

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Vai começar a doer…

15 de junho de 2009

PÚBLICO CORTA SALÁRIOS

A administração do ‘Público’ propôs cortes salariais entre os 3% e os 12%, corte esse que irá abranger a maior parte dos seus trabalhadores. “A situação é preocupante, mas não é mortal”, afirma José Manuel Fernandes, o director do jornal. Belmiro de Azevedo, patrão da Sonae, grupo proprietário do Público, afirmou numa conferência no Porto que “mais vale, neste país, ganhar metade e estar no activo”.

 

Sabe-se que estas medidas surgem devido a graves quebras de receitas publicitárias. Eu pergunto-me: Será que se pensou numa redução salarial dos trabalhores, antes de se pensar numa transposição de algumas receitas para a plataforma digital, a internet? Considero que deveria haver um investimento maior na plataforma digital, por parte dos jornais portugueses; talvez seja a grande salvação de alguns deles. Hoje em dia, apenas 10% das suas receitas vêm da internet, plataforma que não tem qualquer delimitação física, não será prudente começar a repensar estratégias a nível online? Bem, como não sou especialista, mantenho-me na minha interrogação.

Bruno M. Ventura

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Sugestão: Livro para o fim-de-semana

6 de junho de 2009

jornalistas e fontesSugestão literária de sábado

Este livro de Rui Miguel Gomes, jornalista d’ “O Jogo” e mestre em Ciências da Comunicação, traz-nos uma leve e sucinta abordagem sobre o impacto do paradigma digital no jornalismo e nas suas fontes,  fácil de absorver. O Título diz-nos tudo o que precisamos de saber – “A Importância da Internet para jornalistas e Fontes”.

O autor agradece no final ao professor Nelson Traquina pela orientação “preciosa” na elaboração da dissertação do seu mestrado que permitiu a publicação deste livro.

É um livro que aconselho a qualquer um que queira explorar as temáticas do jornalismo contemporâneo; eu pessoalmente gostei, tendo-me sindo útil para uma investigação sobre o recente jornalismo da plataforma digital.

Bruno M. Ventura

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Salvar o Globo de Boston

4 de junho de 2009

 


 

O célebre The Boston Globe está em contagem decrescente. O Futuro do jornal está ameaçado há meses.

O Fotógrafo do Boston Globe – George Rizer – afirma que a única chance de sobrevivência do jornal é o investimento na web.

Será que haveria uma manifestação destas caso algum grande jornal português ameaçasse fechar portas?  Talvez venhamos a descobrir, mas esperemos que não.

Clicar para ler mais sobre o assunto

Bruno M. Ventura

 

 

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Amazon Kindle

2 de junho de 2009

Kindle – O futuro dos jornais?

NY TIMES no Kindle

NY TIMES no Kindle

A Amazon lançou o Kindle – Wireless Reading Device ( Aparelho de leitura sem fios).  O conceito e as funcionalidades deste aparelho começam a sugerir alguma atenção no mundo dos media. Numa altura em que já se confirma a transposição dos meios ditos tradicionais para a plataforma digital no jornalismo, eis que surge uma inovação tecnológica que já mereceu ser um pertinente foco de reflexão de muitos profissionais.

À primeira vista, este aparelho parece não trazer nada de novo para quem tenha acesso aos PDA’s (Assistente Pessoal Digital) e a outros computadores de bolso. Porém, a navegação, a consulta e a leitura que se efectua através deste mecanismo poderá marcar a diferença. Muitas opiniões já afirmam que com este aparelho não se «matará» o livro, mas que, pelo contrário, recriar-se-á o formato do mesmo; incentivando assim à leitura o público mais jovem e todos os entusiastas das novas tecnologias.

 

Será que, num futuro próximo,  os jornais se renderão ao pequeno ecrã?________________________________________________________

 

Ler mais sobre o Kindle:

YOUTUBE:

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Philadelphia Inquirer celebra o 180º aniversário

2 de junho de 2009

O célebre Philadelphia Inquirer celebra os seus 180 anos.

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